terça-feira

não sei quantas vidas tenho, se as tenho.
não sei quantos rumos achei, se os achei.
apenas sei que este caminho por onde venho
é um dos muitos que nunca antes tomei.

não sei quantas vidas tenho.
mas sei que te tenho nela.
ela, a vida, caminho por onde venho
tu, dentro dela como se ela fosse bela.

e se bela lhe chamam, bela seria
se por vida a tomassem, frágil e serena.
e nem que o fizessem só por um dia
ela bela seria, suave e amena.

não sei quantas vidas tenho.
porventura perdido numa falsa devoção.
sigo absorto de todo o lado que venho
porque te carrego no coração.

(para alguém sem nome, numa data indefinida
fim de transmissão)

1 comentário:

FLÁVIOMATA disse...

Que poema lindo, Luis :|